Estudante do Colégio Marista de Natal disputa bolsa para medicina em Universidade Britânica de Oxford

Formar bons cristãos e virtuosos cidadãos, comprometidos na construção de uma sociedade sustentável, justa e solidária

Esta é a missão assumida pelo Marista e vivenciada pela aluna do 3º ano do ensino médio do Colégio Marista de Natal, Ana Júlia Trento Bezerra, que aos 17 anos de idade está bem perto de realizar um sonho de infância: estudar medicina na Universidade de Oxford, no Reino Unido. “Sonho em estudar fora do país, desde pequena. E Oxford é o que eu, realmente, quero”, disse a carismática Ana Júlia, que disputa uma bolsa com mais quatro brasileiros.

 

O engajamento em ações sociais e voluntárias, como a Missão Marista de Solidariedade, a prática de esporte (vôlei) e a vontade de ajudar ao próximo podem influenciar na admissão da estudante em Oxford, que busca no candidato a uma vaga na instituição muito mais do que aplicação nos estudos e um boletim escolar impecável. E o Marista, escola que ela estuda desde os 7 anos de idade, ajudou-a nesta formação mais humana e cristã.

“Eu sou uma pessoa que gosto muito de ajudar todo mundo. Talvez, por isso, tenha escolhido medicina e mais especificamente Oncologia Pediátrica. E o Marista me ajudou muito nisso. É um Colégio diferenciado na formação da pessoa”, revelou Ana Júlia. “Tenho vontade de fazer trabalhos voluntários, nunca pensei em ir estudar fora para ganhar dinheiro. A minha vontade, também, é de abdicar uma parte da minha vida para trabalhar em programas voluntários como o “médicos sem fronteira”, ajudando pessoas”.

Já tentando se acostumar com a ausência da filha única, a partir de setembro, Ana Paula Trento, mãe de Ana Júlia, reforça o comprometimento da filha na nobre causa de ajudar ao próximo. “Ela falou que queria fazer medicina, em Oxford, e disse: “Mãe, a cada sorriso que eu conseguir receber no meio do caminho vai valer toda a minha jornada”. Eu respondi dizendo que, realmente, o mundo está precisando de gente como ela”, revelou a advogada de 38 anos, que inspirou a filha nos estudos. “Ela cresceu vendo a mãe dela estudando e sempre se interessou por leitura, gosta muito de ler. E isso facilitou bastante o aprendizado”, comentou Ana Paula. “A minha mãe é um exemplo para mim”, declarou a filha dedicada.

A confiança de Ana Júlia em ultrapassar o último desafio antes de entrar em Oxford já contagiou a família, que a apoia incondicionalmente. Segundo Ana Paula, a ligação de um membro da quase milenar universidade britânica deixou todos em casa bem esperançosos. “Um professor de lá chegou a falar que pela a avaliação feita com Ana Júlia e com a análise do currículo, eles estão ansiosos com a chegada dela. Estão apostando muito nela”, destacou.

As atitudes de Ana Júlia como estudante e como pessoa, o bom comportamento e sua perseverança em lutar por uma causa nobre encantaram a todos no Colégio ao ponto de o diretor, Irmão José de Assis Elias de Brito, transformá-la em símbolo do carisma Marista. “Fizemos questão de levá-la para uma breve visita nas salas de aula dos 9º anos para que ela levasse aos nossos educandos esse carisma, típico nosso, dos maristas”, disse o Irmão. “E nós sabemos que a família faz toda a diferença nesse processo”, completou o diretor, citando como exemplo a forte parceria do Colégio Marista de Natal com a família de Ana Júlia.

Questionada pela mãe sobre as dificuldades que deve enfrenar estudando fora do país, Ana Júlia respondeu sem titubear: “Mãe, meu nome é Ana Júlia Trento “esforço” Bezerra”. Foco, determinação, perseverança e muita vontade de ajudar ao próximo é o exemplo deixado pela estudante aos colegas, que também sonham com uma vaga em universidades fora do país.

 

SELEÇÃO

Selecionada para o “Bacharelado Internacional” (saiba mais sobre o “IB” no linkhttps://goo.gl/NQ9dzU), espécie de curso preparatório para Oxford, Ana Júlia viaja em setembro deste ano para a cidade localizada a 80 quilômetros de Londres, Inglaterra. “Eu sempre disse aos meus pais que queria estudar fora, morar fora. No início, eles achavam que não passava de uma brincadeira, mas depois viram que era sério e me apoiaram”, comentou Ana.

Mas, até virar coisa séria, ela precisou enfrentar uma maratona para realizar parte deste sonho. “Tudo começou através de uma conversa que tive com uma amiga, que conhecia uma estudante de medicina em Oxford. Procurei saber todos os detalhes com essa estudante de medicina de lá. Ela me disse que Oxford não aceitava o currículo do ensino médio do Brasil, por isso tive que me inscrever num programa chamado “bacharelado internacional”. Participei do programa e fui selecionada”, contou Ana Júlia, que fala inglês fluentemente.

No curso, já em Oxford, Ana Júlia vai estudar disciplinas específicas da área para a qual pretende ingressar, como biologia e química, e se dedicar a atividades voluntárias, sem deixar de praticar o vôlei, também. Ao final dos dois anos, em setembro de 2019, essas atividades extracurriculares podem fazer a diferença na avaliação, além do desempenho acadêmico.

 

FORMAÇÃO

Apaixonada pelo Marista, ela fez questão de destacar a importância da formação que recebeu no Colégio. “Nossa, não tenho palavras para dizer o quanto o Marista foi importante para mim. É um Colégio diferenciado, que forma pessoas. Sou suspeita para falar, porque amo esta escola”, declarou. “Mesmo no Pré (3º ano do ensino médio), que tem como foco o estudo para o ENEM, os professores, a coordenação, todos sempre me apoiaram”, lembrou, agradecendo.

Para Adelina Maria, coordenadora do 3º ano do ensino médio do Marista de Natal, a facilidade em absorver conhecimento é um diferencial em Ana Júlia. “Ana Júlia é uma estudante de uma proficiência que compreende que conhecimento constrói conhecimento. Então, ela consegue agregar não só conceitos, mas ela extrapola em sala de aula, ela relaciona, ela é uma estudante que consegue absorver conhecimento para a vida dela. Esse é o diferencial”, apontou Adelina.

Com a seleção para o curso preparatório em Oxford, não haveria a necessidade de Ana Júlia concluir o ensino médio no Brasil. Bastava esperar até setembro, quando começa o “Bacharelado Internacional”. “Eu quis fazer o Pré porque também sonhava com esse momento. E tem sido muito importante. Em dois meses de aula já consegui absorver muito conhecimento. Tenho estudado bastante e espero ajudar e ser ajudada pelos meus colegas até chegar o momento da viagem para a Inglaterra”, concluiu Ana Júlia.

Fonte: Estado de Sao Paulo / Fundacao Brasil Londres 09 Marco 2017

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