+44 208 133 0010
  • Publicar Anúncio
  • Login
  • Cadastre-se
Educar para Transformar
Comentários desativados em Trump alegou como justificativa para suspender sua visita a Londres a mudança da embaixada praça Grosvenor

Trump alegou como justificativa para suspender sua visita a Londres a mudança da embaixada praça Grosvenor

| GOVERNO BRITÂNICO, INFORMAÇÕES GERAIS DA INGLATERRA, EU CITIZENS IN THE UK, NEGÓCIOS EM LONDRES E REINO UNIDO, NOTÍCIAS EM LONDRES E REINO UNIDO, COTIDIANO EM LONDRES E REINO UNIDO | 13/01/2018

Prédio tem fosso contra ataques e fica em bairro industrial; Trump cancelou viagem ao Reino Unido dizendo-se contra a nova sede.

 

A nova embaixada dos Estados Unidos em Londres, que Donald Trump colocou no centro de uma polêmica, é uma fortaleza situada em um bairro sem graça, industrial e mal comunicado às margens do rio Tâmisa, conhecido como Nine Elms.

A embaixada é uma caixa de vidro, apoiada sobre uma colunata e coberta por barras estilizadas e onduladas. A construção custou US$ 1,2 bilhão, que acredita-se ter sido amplamente financiada pela venda da antiga sede a um fundo de investimentos do Qatar que o converterá em hotel.

Projetado pela empresa de arquitetura Kieran Timberlake (dos arquitetos Stephen Kieran e James Timberlake), o prédio tem um fosso que evitaria, por exemplo, um ataque com caminhão. Provavelmente a última construção com fosso de Londres data da Idade Média.

O novo edifício não é unanimidade entre os críticos. A revista “The Economist” sentenciou: “Aqueles desesperados por encontrar um símbolo da atual administração americana na nova embaixada em Nine Elms encontrarão um com muita facilidade: é uma caixa achaparrada e fortificada dentro de um fosso”.

 

O periódico dominical “The Observer” comparou a decoração do prédio “a um vanilla-latte da Starbucks”, a cadeia de café americana.

Trump alegou como justificativa para suspender sua visita a Londres a mudança da embaixada praça Grosvenor, no belo bairro de Mayfair, para Nine Elms.

‘Obsoleto’

Desde que, em 1785, John Adams – depois presidente – se tornou o primeiro embaixador do recém-nascido Estados Unidos em sua antiga metrópole, Washington sempre teve sua representação nesta praça, embora o último edifício que a acolheu fosse de 1960 e, como este, nunca agradou a todos.

O edifício da Grosvenor, coroado com uma grande águia que se tornou seu símbolo, havia ficado obsoleto, “não cumpria as necessidades de um escritório moderno e as exigências de segurança”, disse o anterior embaixador americano em Londres, Louis Susan, ao revelar o projeto vencedor de Kieran Timberlake.

Os prédios diplomáticos americanos têm sido alvo frequente de atentados, como o de Dar es Salaam, na Tanzânia, destruído por uma bomba em 1998, ou de invasões, como no de Teerã em 1979 após o triunfo da Revolução Islâmica – que acabou no sequestro durante meses de seus diplomatas -, ou, mais recentemente, o consulado de Benghazi, que acabou com o assassinato do embaixador na Líbia Chris Stevens.

Por isso, o foco agora é a segurança. Os arquitetos do edifício disseram que enfrentaram o desafio de criar “uma grande sensação de boas-vindas à comunidade e, ao mesmo tempo, cumprir as exigências funcionais específicas de segurança, do trabalho diplomático e de sustentabilidade”.

Fonte: O Globo

 

Categorias

© Nossa Fundação - 2016 All Rights Reserved