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PROJETO BRASILEIRO FOCADO EM DIVERSIDADE SEXUAL E DE GÊNERO ESTREIA EM LONDRES

| CULTURA BRASILEIRA BRITÂNICA, NOTÍCIAS EM LONDRES E REINO UNIDO, LONDRES, TURISMO EM LONDRES, CURIOSIDADES EM LONDRES E REINO UNIDO, COTIDIANO EM LONDRES E REINO UNIDO | 12/06/2018

Com curadoria de Marcia Zanelatto e Rogerio Correa, ‘Brazil diversity’ se inicia neste domingo

RIO — Após realizar diferentes temporadas e com diferentes formatos desde a sua estreia, em 2016, o projeto “Rio Diversidade” se expande e se internacionaliza a partir deste fim de semana. Rebatizado de “Brazil diversity”, o projeto estreia em Londres neste domingo, no espaço Theatre503. Idealizado pela dramaturga Marcia Zanelatto, que coassina a curadoria com Rogerio Correa, o projeto apresentará até segunda-feira oito peças curtas — seis inéditas e duas já vistas na versão carioca —, que serão interpretadas e dirigidas por artistas brasileiros, ingleses e de outros países.

A primeira temporada inglesa está sendo viabilizada sem patrocínio, através de recursos próprios dos participantes. Com a libra esterlina valendo cinco vezes o real, realizar o “Brasil diversity” nestas condições “é surfe de onda grande: se eu pensasse, não faria”, diz Marcia. Mas fez e já pensa em trazer o resultado pra cá, em 2019. Afinal, o Brasil segue marcado como o país que mais mata LGBTs em todo mundo — 445 pessoas LGBT foram mortas no país em 2017, segundo o Grupo Gay da Bahia. Com a ideia de unir arte e ativismo, portanto, o “Brasil diversity” busca ampliar, nesta edição, a representatividade da diversidade sexual e de gênero.

— É preciso quebrar estereótipos de como as pessoas de minorias sexuais e de gênero são retratadas no palco — diz Rogerio. — E também quebrar os estereótipos de como o Brasil é visto no Reino Unido.

E são eles: uma jovem mulher dos anos 1970 que, embora casada e com filhos, não consegue esquecer a mulher que ama (“Inscrição na areia”, de Mila Teixeira e direção de Marcia Zanelatto); um casal gay diante de uma situação bizarra em que são obrigados a se casar (“Casamento obrigatório”, de Candida Sastre e direção de Andre Pink); uma travesti gorda que nos põe em confronto com nossos mais cruéis preconceitos quanto ao corpo do outro (“Ofelia, a travesti gorda”, de Helena Vieira e direção de Emma Frankland); uma flor que discursa à raça humana em nome da diversidade que é própria da natureza (“Flor carnívora”, de Jô Bilac e direção de Victor Esses); um homem que não se pensa como preconceituoso, mas se desestabiliza ao descobrir um caso de amor secreto entre duas senhoras (“Dona Irene”, de Luis Benkard e direção de Aydan Wilder); uma pessoa que ganha na justiça o direito de não ser homem e nem mulher (“Genderless — Um corpo fora da lei”, de Marcia Zanelatto e direção de Chryssanthi Kouri); um homem que mata o outro por homofobia e perde a sanidade (“Homo phobia”, de Rogerio Correa e direção de Pedro de Senna), e ainda um rapaz gay que se descobre queer (“Sonho alterosa”, de Caio Riscado e direção de Luis Benkard). Além da ampliação no número de obras, a mostra ganha mais amplitude estética — são três site specifics e cinco obras de palco —, temática e de representatividade.

— A Helena Vieira, que é uma uma escritora transfeminista, nos trouxe um texto lindo, “Ofelia”, que é guiado pela voz de uma mulher trans, mas a questão central é a obesidade, a solidão de uma mulher gorda — conta Marcia.

Outra passo adiante é “Dona Irene (Dona Irene)”, de Luis Benkard, que aborda a dificuldade de um homem gay de aceitar sua própria lesbofobia.

— Isso tem muito a ver com uma convicção de que temos que encenar pessoas LGBTs vivendo problemas que qualquer um pode viver. É uma estratégia de empatia — diz Marcia. — Além deste temas e formas, acho que caminhamos na questão da representatividade trans, com mais mulheres trans. Criamos um arco maior, e o projeto já ganhou um tom universal.

Confira a programação:

“Inscription in the Sand (Inscrição na Areia)”, de Mila Teixeira, direção de Marcia Zanelatto, e atuação de Fernanda Mandagará;

“Genderless — An outlaw body (Genderless — Um corpo fora da lei)”, de Marcia Zanelatto, direção de Chryssanthi Kouri, e atuação de Najla Andrade e Annie Brett;

“Homo Phobia (Homo Phobia)”, de Rogerio Correa, dramaturgia de John Jack Patterson, direção de Pedro de Senna, e atuação de Will McGeough e Bryan Carvalho;

“Mandatory Marriage (Casamento Obrigatório)”, de Candida Sastre, direção de Andre Pink, e atuação de Pedro Casarin, Bryan Carvalho, Almiro Andrade e Will Jarvis;

“Dona Irene (Dona Irene)”, de Luis Benkard, direção de Aydan Wilder, e atuação de Peter Losasso;

“Ofelia, The Fat Transsexual (Ofelia, a travesti gorda)”, de Helena Vieira, direção de Emma Frankland, e atuação de Mzz Kimberley;

“Venus Flytrap (Flor Carnívora)”, de Jô Bilac, direção de Victor Esses, e atuação de Jonny Woo;

Majestic Pink Dream (Sonho Alterosa), de Caio Riscado, direção de Luis Benkard, e atuação de Almiro Andrade;

Fonte: https://oglobo.globo.com/cultura/teatro/projeto-brasileiro-focado-em-diversidade-sexual-de-genero-estreia-em-londres-22758985

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