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MOSTRA REÚNE ARTISTAS BRITÂNICOS DO SÉCULO 20 EM LONDRES

| TURISMO EM LONDRES, CURIOSIDADES EM LONDRES E REINO UNIDO | 28/02/2018

Na Tate Britain, ‘Todos Muito Humanos: Bacon, Freud e um Século Pintando a Vida’ fica em cartaz até 27 de agosto

 

LONDRES – A Tate Britain de Londres abriu a exposição Todos Muito Humanos: Bacon, Freud e um Século Pintando a Vida mostrando como o cotidiano era retratado pelos principais artistas britânicos desde a metade do século 20 até os dias atuais. “É uma mostra sobre a vida e o que ela é”, declarou uma das curadoras da mostra, Laura Castagnini, segundo a qual “os artistas não só pintavam pessoas, mas também os lugares que faziam parte do dia a dia delas”.

Os 22 artistas que integram a exposição passaram parte da sua vida em Londres, que inspirou sua produção. É o caso de David Bomberg, que, entre 1945 e 1953, deu aula em Londres e se caracterizou pelos métodos pouco convencionais de ensino, exortando seus alunos a reproduzir cenas exteriores. Ele pintou muitas vezes a Catedral de São Paulo como símbolo da resistência britânica na 2.ª Guerra e vários quadros seus que têm como tema a igreja estão na mostra, como Evening in the City of London (1944).

Da fase do pós-guerra se destacam as obras do irlandês Francis Bacon, do suíço Alberto Giacometti e do pintor indiano Francis Newton Souza, que registraram “a devastação, o medo e a escuridão” daquele momento, como disse a curadora.

Uma das peças que melhor refletem isso é Study After Velázquez (1950), uma das mais de 40 releituras de Bacon da obra do espanhol Diego Velázquez Retrato do Papa Inocêncio X (1650).

Giacometti, com suas esculturas como Woman of Venice IX (1956), representou o existencialismo daquele momento, ao passo que Souza refletiu sua visão do mundo, marcada pela “religião e a sexualidade” em obras como Crucifixion (1959).

Avançando para a segunda metade do século, importante ver as obras de Lucian Freud(1922-2011), um dos artistas figurativos mais importantes da arte contemporânea, em cujas recriações dos anos 1960 predominam o estudo e o lugar da produção dos seus trabalhos. Man’s Head (1963), autorretrato de Freud e uma das suas pinturas mais valorizadas, faz parte da mostra, e ele foi também retratado por seu amigo Francis Bacon. Os dois artistas mantiveram estreita relação durante anos e, em 1964, Bacon pintou a obra Study for a Portrait of Lucian Freud.

 

Segundo o diretor da Tate Britain, Alex Farquharson, a coleção é uma “grande oportunidade” de contemplar pinturas extraordinárias que não puderam ser vistas nas últimas décadas. “Queremos mostrar como os artistas figurativos britânicos encontraram sua maneira de refletir a vida com seus arrebatamentos nas suas telas”, afirmou o diretor da Tate Britain, Alex Farquharson. “Todos têm modos de pintar muito diferentes, mas o que os une é sua defesa do figurativo diante do domínio da abstração”, disse a curadora.

TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO

Fonte: O Estado de Sao Paulo Jornal

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