IMIGRANTES DA UNIÃO EUROPEIA NÃO DEVEM TER TRATAMENTO PREFERENCIAL NO REINO UNIDO

Cidadãos europeus podem deixar de ter prioridade no acesso ao mercado de trabalho no Reino Unido em relação aos imigrantes de fora da União Europeia.

O Comité Consultivo para a Migração, comissão independente criada para aconselhar o governo britânico neste âmbito, diz não ver quaisquer vantagens em atribuir um sistema de regras diferente para imigrantes da União Europeia.

“Se o Reino Unido determinar o seu novo sistema de imigração independentemente das negociações sobre a futura relação com a UE, não vemos razões para que seja obrigatório um conjunto diferente de regras aos cidadãos da ZEE (Zona Económica Europeia) e de fora da ZEE. O impacto de um imigrante depende de fatores como as suas competências, emprego, idade e uso de serviços públicos, e não necessariamente da sua nacionalidade”, lê-se no relatório.

Por outro lado, seria preferível tornar mais fácil a entrada no Reino Unido de imigrantes altamente qualificados, “ao mesmo tempo que restrinja o acesso de trabalhadores menos qualificados”. considera a comissão.

Apesar destas recomendações, o relatório vinca não existirem provas de que os imigrantes tenham impacto na taxa de desemprego e refuta as alegações de que os custos com serviços públicos, como o sistema nacional de saúde, a educação ou a segurança social têm aumentado devido ao número elevado de imigrantes europeus.

A questão da imigração foi das principais impulsionadoras da votação da votação a favor do Brexit, em 2016, e Theresa May comprometeu-se a acabar com a liberdade de circulação após a saída do Reino Unido.

“Ainda podemos evitar a catástrofe”

O presidente do Conselho Europeu considera possível que não haja acordo entre a União Europeia e o Reino Unido até março de 2019 e admite a necessidade de uma cimeira extraordinária sobre o Brexit, em novembro.

“Infelizmente, um cenário de não acordo ainda é bem possível, mas se todos agirmos com responsabilidade, podemos evitar a catástrofe”, escreveu Donald Tusk na carta enviada aos chefes de Estado e Governo dos 28 para a reunião informal que decorre quarta e quinta-feira em Salzburgo, Áustria.

Os 28 chefes de Estado e de Governo da UE reúnem-se a partir de quarta-feira em Salzburgo para discutir a fase final das negociações da saída do Reino Unido, incluindo a “possibilidade de convocar outro Conselho Europeu em novembro”, escreve Donald Tusk, lembrando que esta saída deve ser finalizada a tempo para o Reino Unido deixar a UE, como planeado, em março de 2019.

Fonte: https://www.tsf.pt/internacional/interior/imigrantes-da-uniao-europeia-nao-devem-ter-tratamento-preferencial-no-reino-unido-9865949.html

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