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Governo britânico insiste que Reino Unido vai abandonar União Aduaneira

| GOVERNO BRITÂNICO, IMIGRAÇÃO NO REINO UNIDO, NOTÍCIAS DE LONDRES | 06/02/2018

A primeira-ministra britânica, Theresa May, e o ministro com a pasta do Brexit, David Davis, vão encontrar-se esta segunda-feira com Michel Barnier, o representante da Comisão Europeia, para preparar a nova ronda de negociações com Bruxelas. O Governo de Londres já veio garantir que o Reino Unido vai sair da União Aduaneira. Já o presidente da comissão parlamentar para o Brexit diz que será “um erro profundo”.

Apesar da retirada oficial do Reino Unido só terminar no final de março de 2019, as próximas semanas vão definir finalmente o enquadramento decidido em Londres para negociar os termos do acordo.

O Governo britânico insiste que o Reino Unido vai mesmo abandonar a União Aduaneira a seguir ao Brexit. Uma garantia numa semana em que delegações dos dois lados vão voltar a sentar-se à mesma mesa de negociações para decidirem o futuro do Reino Unido no pós Brexit.

A primeira-ministra, Theresa May, e o seu secretário para o Brexit, David Davis, estarão em Bruxelas para prepararem essas reuniões com Michel Barnier, o representante da Comissão Europeia.

De acordo com a BBC, a proposta de May às autoridades europeias deverá passar por algum tipo de acordo aduaneiro, mas ainda não são conhecidos os detalhes desse acordo.

A primeira-ministra Theresa May tem sido pressionada a tomar uma posição na guerra travada pelo Partido Conservador em relação ao Brexit, antes da nova ronda de negociações entre o país e a União Europeia.

Desde que assumiu o cargo de primeira-ministra, em 2016, May tem-se dividido entre dois fortes grupos de seu partido: os que querem uma saída clara, ainda que implique em barreiras comerciais com a Europa, e os que preferem manter a economia britânica alinhada à dos países da Europa.
Direitos dos cidadãos em debate
Em cima da mesa estarão temas sensíveis como os direitos dos cidadãos da União Europeia que vivem no Reino Unido.

A Comissão Europeia já tinha insistido para que o Reino Unido continue a permitir a livre movimentação de cidadãos europeus até ao fim do período de transição pós-Brexit, ou seja, até 2020.

A proposta do negociador europeu para o Brexit defende ainda que todos os cidadãos que se mudem para o Reino Unido até ao fim do período de transição deverão ser incluídos no acordo que assegura o respeito pelos seus direitos mesmo depois do Brexit.

Londres tem defendido que apenas serão garantidos os direitos de quem se mudou até março de 2017, data em que o Governo de Theresa May acionou o artigo 50 do Tratado de Lisboa e deu início formal ao processo de saída da União Europeia.

David Davis e Michel Barnier só deverão revelar o progresso destas negociações na sexta-feira, já que se esperam intensos debates sobre se os britânicos vão ou não continuar a integrar o mercado único e a União Aduaneira no pós-Brexit.
Governo é “vago” nas negociações
No domingo, Bernard Jenkin, legislador do Partido Conservador, juntou-se ao coro de críticas internas ao governo por estar a ser “vago” quanto às negociações e por estar a provocar “divisões” entre os conservadores.

A ministra do Interior, Amber Rudd, uma das grandes vozes do partido a favor da permanência na União Europeia garantiu à BBC: “Tenho uma surpresa para os defensores do Brexit. A comissão responsável por ajudar a tomar estas decisões está mais unida do que eles pensam”.

Amber Rudd avançou que os membros dessa comissão chegaram a um acordo sobre a necessidade de o Reino Unido manter “trocas comerciais sem atritos” depois do Brexit. “Queremos um acordo de palavra. Não vamos render-nos enquanto não travarmos essa batalha.”

Citado pelo diário britânico The Guardian, o presidente da comissão parlamentar para o Brexit, o trabalhista Hilary Benn, diz que a saída do Reino Unido da União Aduaneira será um “um erro profundo”.

Hilary Benn advertiu ainda que isso poderia prejudicar a economia e criar conflitos na Irlanda do Norte.

À BBC, Theresa May já tinha dito que o acordo do Reino Unido com a União Europeia deveria ser o mais possível de comércio livre e amigável.

Pressionada para ser mais específica quanto ao que pretende, a primeira-ministra Theresa May já tinha dito que: “Queremos o acordo de comércio livre, que seja bom para os empregos no Reino Unido, mas que nos deixe livres para negociar e assinar acordos de comércio com o resto do mundo”.

Theresa May já esclareceu que comunicou o que pretende do acordo e não acredita que o país tenha de escolher entre a Europa e o resto do mundo.

Fonte: RTP Noticias

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