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Doação de Soros contra Brexit causa polêmica no Reino Unido

| Governo britânico, Reino Unido, Imigração Reino Unido, Política no Reino Unido | 09/02/2018

LONDRES — As notícias de que o bilionário George Soros está financiando um grupo que faz campanha para manter o Reino Unido na União Europeia (UE) trouxe mais polêmica às discussões sobre o Brexit nesta quinta-feira — com críticos do bloco europeu acusando seus oponentes de organizarem “um golpe”.

A campanha The Best of Britain confirmou ter recebido 400 mil libras (equivalente a R$1,8 milhão) do bilionário através da sua Open Society Foundation. Soros, conhecido no Reino Unido por ter ganho bilhões ao apostar contra a libra no início dos anos 90, é alvo de uma campanha midiática hostil pelo governo nacionalista de seu país natal, a Hungria, além de ser uma figura odiada por políticos de direita na Europa e nos Estados Unidos. O Best of Britain afirma que obedeceu todas as regras de financiamento político ao aceitar as doações.

O governo da primeira-ministra Theresa May reafirmou que a determinação de o país deixar a UE em 2019, aprovada no pleibiscito de 2016, é final e não será revertida. E também defendeu o direito de grupos como o Best of Britain receber doações.

O jornal “Daily Telegraph”, que primeiro revelou o envolvimento de Soros, afirmou que o bilionário de 87 anos estava preparando um “complô secreto” para impedir o Brexit. O artigo foi escrito por Nick Timothy, um antigo membro da equipe de May.

Mark Malloch-Brown, ex-diplomata britânico à frente do Best of Britain, afirmou que o grupo jamais escondeu seus objetivos, o que inclui permanecer ne UE.

— As fundações de George Soros fizeram doações significativas para o nosso trabalho — disse, confirmando a quantia de 400 milhões de libras.

Por sua vez, o porta-voz do governo britânico reafirmou a legalidade da situação.

— Há muitos grupos políticos e de movimentos sociais neste país. Isso é completamente correto, como pode-se esperar de uma democracia. A posição da primeira-ministra sobre este assunto é clara: o país votou para sair da União Europeia e é isso que vamos fazer, sem a existência de outro referendo — afirmou.

TEMOR DE BREXIT DESORGANIZADO

No referendo de 2016, 51,9%, o que equivale a 17,4 milhões de pessoas, votaram pela saída do Reino Unido do bloco europeu, enquanto 48,1%, 16,1 milhões de pessoas, se manifestaram a favor da permanência. Ambos os lados aceitaram grandes doações de indivíduos ricos.

Desde a votação, britânicos pró-UE estão explorando uma série de métodos legais e políticos diferentes para evitar o que veem como o maior erro na História do Reino Unido desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Aqueles que pediram e votaram pela saída dizem que esses esforços ameaçam a estabilidade política, uma vez que vão contra a vontade da maioria que aprovou a saída do bloco.

— A nova coalizão liderada por Soros está planejando um golpe no Reino Unido contra a vontade democrática do povo. Eles foram enxotados e agora serão derrotados — afirmou Richard Tice, que preside o grupo Leave Means Leave (“Sair significa sair”, em tradução literal).

May, cujo governo e partido estão divididos sobre o Brexit, tem apenas oito meses para selar um acordo com a União Europeia sobre os termos específicos da saída britânica. Oponentes do Brexit esperam concentrar seus esforços para impedir a aprovação parlamentar do acordo — uma atitude que, se der certo, pode pôr fim ao mandato de May. Há poucos sinais, no entanto, de uma mudança de opinião entre os votantes. Além disso, aqueles que lutam pela permanência do Reino Unido no bloco não têm um líder que possa unir os diferentes grupos que se opõem ao Brexit.

Sem acordo, o Reino Unido enfrentaria um Brexit desorganizado, o que vários investidores temem que ponha em risco a economia de US$2,7 trilhões do país, prejudique o comércio do maior bloco econômico do mundo e mine a posição de Londres como o único centro financeiro que se equipara a Nova York.

Fonte: O Globo

 

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